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Exterior
da Igreja de São Pedro dos Grilhões. |
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Os solares setecentistas
que abundam na região atestam ter esta sido, em outras épocas, lugar
predilecto da nobreza de então.
No que respeita à arquitectura religiosa,
e exceptuando as capelas seiscentistas e setecentistas que se encontram
no interior de quintas privadas, a Freguesia da Azueira apresenta
como templos mais importantes a Capela de Santo António, na Aboboreira
(provavelmente do século XV), a Igreja Matriz de São Pedro dos Grilhões,
na Azueira (século XVI), a Capela do Espírito Santo ou da Nossa
Senhora da Luz, em Azueira de Baixo (restaurada no século XVII),
a Capela de Santa Cristina, em Santa Cristina (provavelmente do
século XVII) e a Igreja de Nossa Senhora do Livramento (século XVII).
Destacam-se de entre estas a Igreja
de São Pedro dos Grilhões e a Capela de Santa Cristina.
Desconhecendo-se a data exacta da construção,
sabe-se que a Igreja de São Pedro dos Grilhões já existia em 1566,
e que o seu interior sofreu graves danos com o terramoto de 1755.
Reconstruída em finais do século XVIII, está hoje devoluta, uma
vez que o culto foi transferido para a Igreja do Livramento. A fachada
é tipicamente seiscentista, com um portal encimado por frontão contracurvado
ostentando a tripla tiara alusiva a São Pedro. No interior, dos
cinco altares que a igreja teria tido, resta apenas o altar-mor,
situado entre dois pares de colunas estriadas, com capitéis compósitos
dourados. Nesta igreja encontra-se uma lápide tumular brasonada,
onde se encontra sepultado, desde 1577, Charles Henriques, Camareiro
do Infante D. Fernando, irmão de D. João III e Fidalgo da Casa Real.
De vocação rural, situada num monte
descampado, a Capela de Santa Cristina terá sido mandada construir
na segunda metade do século XVII pelos Condes de São Miguel, que
ali possuiam vastas propriedades. Apresenta um alpendre bem talhado,
típico da arquitectura portuguesa, com colunas dóricas, sob o qual
existem bancos de pedra destinados aos peregrinos que afluíam à
ermida. O portão é encimado por um grande janelão de estilo seiscentista
e no exterior é ainda de assinalar um interessante relógio de sol
datado de 1757. O interior é bastante rico de azulejos polícromos
do século XVII, sendo o tecto revestido de pinturas a fresco. No
trono do altar-mor observa-se a imagem de Santa Cristina.
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