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Exterior
da Igreja N. Sra. do Reclamador. |
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No ano seguinte, D.
Dinis confirmava o foral atribuído em 1195 e D. Manuel voltaria
a fazê-lo em 1516.
Em 1855, Cheleiros
deixou de pertencer ao Concelho de Sintra para passar a fazer parte
do Município de Mafra.
Trata-se, a par da Freguesia
da Igreja Nova, de uma das regiões de todo o Concelho de Mafra mais
ricas em vestígios arqueológicos romanos e paleocristãos. Bom exemplo
é o da ponte medieval, provavelmente de origem romana, que outrora
servia a via que conduzia a Mafra a partir de Galamares, passando
por Sintra, Lourel, Montelavar, Faião e Cheleiros, e que terá sido
utilizada para transportar pedras e outros materiais para a construção
do Mosteiro.
Mais recentes mas não
menos interessantes são os vestígios do manuelino em dois cruzeiros,
um no interior da povoação e o outro no átrio da Igreja Matriz de
Nossa Senhora do Reclamador, na própria construção desta e no arco
triunfal da Capela do Espírito Santo.
A história da povoação
leva a admitir que a Igreja de Nossa Senhora do Reclamador tenha
sido edificada no final do século XII, com a capela-mor, considerada
a parte mais nobre e valiosa do tempo, erigida já no tempo de D.
Manuel I. O portal gótico da fachada principal apresenta uma pia
manuelina incrustada na ilharga direita. A abóboda da capela-mor
é cruzada por nervuras torsas, apresentando o brasão dos Ataídes
- senhores de Cheleiros - no bocete central.
Ainda na Freguesia de
Cheleiros, no outro lado da ribeira com o mesmo nome, localiza-se
a Aldeia de Broas, um aglomerado de casas rurais que remonta ao
século XVI, desabitado há 30 anos. Trata-se, pelos vestígios que
ali podem ser encontrados, de um testemunho único da forma de vida
das populações de outros tempos em região saloia.
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