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Exterior
da Igreja N. Sra. da Assunção. |
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Pertencia ao Concelho
de Enxara dos Cavaleiros, extinto em 1855, pelo qual passou para
o de Mafra.
A paisagem é dominada
por uma ruralidade muito acentuada, sendo notável o património edificado,
especialmente o religioso. Como principais templos apontam-se a
Igreja de Nossa Senhora da Assunção e a Capela do Espírito Santo,
em Enxara do Bispo, a Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, em Enxara
dos Cavaleiros, a Capela de Santa Comba, em Vila Pouca, e a Ermida
de Nossa Senhora do Socorro, na Serra do Socorro.
Apesar de não se saber
ao certo a data de construção da Igreja de Nossa Senhora da Assunção,
dá-se quase como certo pertencer ao período manuelino, como indica
a inscrição existente
no exterior, que data a sua sagração de 1534 pelo Bispo D. António.
Devido ao terramoto de 1755 ruiu a abóbada da única nave. Apresenta
azulejos setecentistas na capela-mor, representando cenas da vida
de Nossa Senhora, e ainda um arco quinhentista no acesso ao baptistério,
uma pia baptismal e duas de água benta manuelinas.
A Capela do Espírito
Santo foi Igreja Matriz quando esta ruiu em 1755. Possui duas portas
de estilo manuelino, sendo a principal quadrilobada, com animais
fantásticos, elementos vegetativos e cordame. O seu interior alberga
uma pia de água benta igualmente manuelina.
Reza a lenda que a Ermida
de Nossa Senhora do Socorro, no alto da serra com o mesmo nome,
de onde se disfruta uma admirável vista panorâmica, foi mesquita,
convertida em templo católico por D. Afonso Henriques e reedificada
no reinado de D. Manuel I. Consta, também, que o fundador terá sido
o mesmo indivíduo que mandou fazer a matriz. Como o lugar de Enxara
se começasse a povoar e ele desejasse viver sozinho, ter-se -ia
mudado para este local, acabando sepultado num sarcófago de pedra
que terá existido até ao século XVIII, adossado à parede da matriz.
As pedrarias manuelinas visíveis no interior dão uma indicação da
origem do templo, palco de um incêndio em 1996 que destruiu quase
todo o seu recheio.
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