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Exterior
da Igreja de S. Silvestre. |
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O Gradil foi doado
em 1302 por D. Dinis ao seu tesoureiro Pero Salgado, revertendo
de novo para a coroa com a morte deste. Em 1327 o rei D. Afonso
IV concedeu-lhe foral, confirmado por D. Manuel I em 1519.
Região essencialmente
agrícola, rica em vinhedos e pomares, guarda, além da paisagem surpreendente
e de vários solares setecentistas e oitocentistas, duas jóias preciosas:
a igreja matriz barroca dedicada a São Silvestre e a Capela de Santana,
na quinta com o mesmo nome.
A Igreja do Gradil deverá
datar do século XVII, embora guarde pormenores quinhentistas. Por
cima da porta da sacristia encontra-se inscrita numa pedra a data
de 1760, presumindo-se ter sido nessa altura concluída a reconstrução
da igreja, depois do terramoto de 1755.
No coro alto encontra-se
um orgão de tubos, da autoria de António Xavier Machado e Cerveira,
irmão do escultor Machado de Castro, de 1801. Uma fonte baptismal
quinhentista, duas pias de água benta e um arcaz de sacristia seiscentistas,
e o altar-mor setecentista, fechado por uma tela evocando o baptismo
do Imperador Constantino pelo Papa São Silvestre, são outros motivos
de interesse.
Na Quinta de Santana,
onde viveu e morreu a actriz Rosa Damasceno, a capela encerra milhares
de azulejos figurando a hagiografia de Santa Ana, todos do século
XVIII.
Perto do lugar de Vale
da Guarda, no Centro de Recuperação do Lobo Ibérico, podem observar-se
lobos em cercados, num habitat em tudo idêntico ao natural.
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