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Exterior
da Igreja de N. Sra. dos Remédios. |
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Foi ao longo dos tempos
um importante centro de comunicações rodoviárias e ferroviárias
da Estremadura. Da sua estação ferroviária, construída ainda antes
da de Mafra, saíam trens de aluguer e carros de carreira directa
para Vila Franca do Rosário, Gradil, Azueira até ao Turcifal.
Ainda antes da construção
do caminho-de-ferro do Oeste, já na Malveira existiam meios de transporte,
com carreiras diárias de diligência para Lisboa e Torres Vedras.
Os moinhos de Santa
Maria, construídos a partir do século XVIII na Malveira de Cima,
outrora núcleo rural, muito têm contribuído para a popularidade
da freguesia, assim como as feiras semanais de gado e artigos diversos,
à quinta-feira.
Em termos patrimoniais,
e uma vez que pouco resta dos excelentes exemplares de arquitectura
rural de que a vila era pródiga, a atenção centra-se na Ermida de
Nossa Senhora dos Remédios, na Malveira, e na Capela de Santo António,
no Alto da Carrasqueira. Desconhecendo-se a data certa da construção
da ermida, é dado como certo a sua existência em 1723, ano em que
deverá ter sido reconstruída. De acordo com os historiadores, o
templo deverá remontar a finais do século XVII, altura em que por
toda a região se levantaram inúmeras igrejas e ermidas, resultado
do fervor religioso da época.
No exterior o destaque
vai para o bem proporcionado alpendre da fachada principal - já
do século XX -, para o registo de azulejos do século XIX com a figura
de Nossa Senhora dos Remédios e ainda para um elegante campanário
no lado esquerdo da fachada. O cruzeiro data de 1771.
As paredes do interior
são revestidas a azulejos e o chão do adro a grandes lajes de calcário.
Uma pia de água benta seiscentista dá razão à datação da ermida,
assim como os pedestais das colunas de pedra que sustentam o coro
alto.
A ermida deverá ter
sido construída na mesma altura da Capela de Santo António, que,
pelo menos, em 1709, já existia. Trata-se de um templo rural, de
único altar e silhares de azulejos nas paredes laterais da capela-mor,
figurando cenas hagiográficas relativas ao padroeiro. Já no século
XX, foi completamente apeado e reconstruído a alguns metros de distância
da sua implantação primitiva.
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