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Aspecto
da fachada da Igreja de Sto. Isidoro. |
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É, apesar da sua localização,
uma freguesia essencialmente agrícola, tendo adoptado o nome de
um santo de grande fama em toda a Península Ibérica, nascido em
Cartagena em 570. São quatro os templos com interesse histórico
na freguesia. A Igreja de Santo Isidoro, a Capela de Nossa Senhora
da Conceição, em Monte Bom, a Capela de Santo António, na Picanceira,
e a Capela de São João Baptista, em Ribamar. A única nave que constitui
a Igreja de Santo Isidoro - revestida por azulejos seiscentistas
- é separada do altar-mor por um arco triunfal de estilo manuelino.
Do lado da Epístola encontra-se uma pia de água benta, hexagonal
e de gomos, datável do século XVI.
De visita também obrigatória
são as ruínas do velho Palácio do Paço de Ilhas - outrora propriedade
dos Condes da Ericeira e que em 1968 ainda exibia portal e janela
manuelinas, e a ermida de São Sebastião, na mesma quinta.
Uma última referência
ao "Bairro dos Ilhéus", na Picanceira. Trata-se de um complexo habitacional
pertencente à Quinta dos Machados, constituído por 23 moradias,
exemplares curiosos de
uma arquitectura sem igual na região. Foram construídas no século
XIX por açorianos que deixaram a sua terra para trabalharem na Quinta
dos Machados, então uma das mais importantes propriedades da Estremadura.
Com os seus 500 hectares distribuídos por explorações vitivinícolas,
pecuária, pomicultura e florestal, foi a quinta fundada em 1830
por Domingo Dias Machado, natural da Ilha de São Miguel, Açores.
As casas, que se alinham
à saída de uma curva, surpreendem pelo seu aspecto ímpar, de que
se destacam as saliências cilíndricas nas traseiras - fornos, com
a chaminé a subir pela parede em direcção ao quarto de dormir, que
permitiam um aquecimento barato e eficaz para todo o piso superior.
Referência ainda para o Forte
de Santa Susana, a sul da Praia de São Lourenço. Construído no século
XVII por ordem de D. João IV, para defesa contra piratas argelinos
e tunisinos que atacavam a costa, serviu de aquartelamento até 1948,
quando passou para a Guarda Fiscal. Ao seu redor observam-se parapeitos
e as canhoneiras abertas já no século XIX .
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