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Exterior
da Igreja de S. Miguel. |
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Em 1985 é desanexada
da Malveira. De nome derivado do árabe - alcai (encontro) e néça
(mulheres) -, Alcainça é uma povoação anterior à fundação da nacionalidade,
porventura da época romana, pelos vestígios romanos, visigóticos
e medievais encontrados na região.
Nesta freguesia, os
aspectos de maior interesse patrimonial residem no interior da Igreja
Matriz de São Miguel, que remontará ao século XII ou XIII, e no
portal manuelino incrustado na porta da Capela do Espírito Santo.
O aspecto exterior da Igreja de São Miguel pouco ou nada tem a ver
com a sua primitiva construção, tantas foram as ampliações e reconstruções
operadas, especialmente devido ao terramoto de 1755. A igreja teve
um alpendre, demolido em 1864 aquando das obras que acrescentaram
a torre na frontaria e o corredor e a escada que comunicam para
o coro e a torre. As janelas e as portas, todas de forma rectangular,
foram colocadas no período entre 1624 e 1663. Em 1864 sofreu a igreja
as últimas obras de ampliação, tendo o seu comprimento interior
aumentado de 14 para 20 metros. No interior podem observar-se duas
pias de água benta manuelinas, azulejos hispano-árabes setecentistas
e dois túmulos góticos.
A poucos metros da Igreja
de São Miguel situa-se a Capela do Espírito Santo, de que se desconhece
a data da sua fundação. Ostenta um portal manuelino, assente em
ombreiras de bases octogonais, onde estão representados a Cruz de
Cristo, as quinas do escudo português, elementos vegetalistas e
marítimos, como animais fantásticos. A porta antiga tinha gravada
em alto relevo a data de 1746.
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