D. Afonso Henriques conquista a Vila de Mafra aos Mouros.
  D. Sancho I doa a Vila de Mafra ao bispo de Silves, D. Nicolau.
  D. Nicolau concede foral a Mafra.
  Cheleiros recebe carta de foral.
  Dom Frei Fernão Monteiro, Grão-Mestre da Ordem de Aviz, concede foral à Ericeira.
  D. Afonso III torna prior de Mafra Pedro Hispano, mais tarde, crê-se, Papa João XXI.
  D. Dinis doa a Vila de Mafra a João Fernandes, o Batissela.
  D. Dinis oferece a Fanga da Fé à sua mulher, D. Isabel de Aragão.
  D. Dinis oferece Cheleiros à dama e poetisa D. Violante Pacheco.
  D. Afonso V concede o foral da Vila ao Gradil.
  A. Afonso IV concede novo foral à Ericeira.
  D. Manuel reforma foral de Mafra e da Ericeira.
  D. Manuel reforma foral de Cheleiros
  D. Manuel confirma foral de vila ao Gradil e doa foral a Enxara dos Cavaleiros.
  D. João V escolhe em Mafra o local para a construção do Palácio.
  É lançada a primeira pedra do Palácio.
  É criado o Jardim do Cerco.
  Cerimónia de sagração da Basílica.
  Compra dos terrenos da Tapada de Mafra.
  Tropas do exército de Napoleão ocupam Mafra.
  Construção das fortificações da "Linha da Torre".
  Reforma administrativa: extinção dos concelhos da Azueira e Ericeira e criação de 13 freguesias sob a alçada do município de Mafra.
  D. Manuel II deixa o Convento de Mafra e foge da Ericeira para o exílio.
  Elevação de Malveira a freguesia em substituição de S. Miguel de Alcainça.
  Criação da freguesia de Vila Franca do Rosário.
  É aberta ao público a Tapada Nacional de Mafra.
  Elevação de Venda do Pinheiro a freguesia e São Miguel de Alcainça volta a ser cabeça de freguesia.


 
  Vestígios do Forte do Zambujal.

Durante as invasões francesas, a engenharia portuguesa aliada ao exército inglês construiu um sistema de fortificações, a Norte de Lisboa, que assegurou a defesa da capital e a derrota e expulsão dos franceses. As "Linhas de Torres", como ficaram conhecidas, passaram pelo Concelho de Mafra, tendo sido construídas, a partir de 1809, 48 das 156 fortificações deste sistema de defesa. O concelho representou uma das principais posições da segunda linha de defesa, sendo erguidos fortes nos pontos mais importantes, abrangendo Malveira, Gradil, Ribamar, Carvoeira, Mafra e Ericeira. Hoje restam vestígios de alguns destes fortes e redutos, se bem que quase irreconhecíveis e de difícil acesso. No interior da Tapada ainda subsistem os fortes de Sunível, Milhariça, Juncal e Silvério, de um conjunto que seguia pela margem esquerda da Ribeira de Safarujo até Ribamar. A Sul, como último reduto de resistência caso o exército francês ultrapassasse a segunda linha de defesa, foram erguidos os fortes da Carvoeira, São Julião e Zambujal, este último ainda perceptível, embora parcialmente coberto de vegetação. Localizado na Serra Gorda, trata-se de uma fortificação natural que aproveitava as elevações do terreno. Ainda hoje se descortina o fosso, apesar do imenso matagal, e uma pequena abertura na rocha que servia para entrar e sair do forte.